PGR diz que é contra concessão de liberdade de João de Deus | Goiás

A procuradora-geral da República Raquel Dodge enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma manifestação se posicionando contra a soltura do médium João de Deus, suspeito de abusar sexualmente de mulheres que o procuravam para tratamento espiritual e de posse ilegal de arma de fogo. O documento foi enviado nesta quarta-feira (26). Preso por causa das suspeitas de abuso, ele nega os crimes.

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De acordo com a petição que foi encaminhada ao STF, Dodge avalia que a concessão do habeas corpus representaria a supressão de instâncias do Judiciário, porque o mérito, segundo ela, não chegou a ser julgado pelo Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO) ou pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

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A defesa do médium pediu a soltura dele nas três instâncias. As duas primeiras deram decisões negativas em caráter liminar e o STF ainda não havia decidido a noite desta quarta-feira.

João de Deus entra em veículo do sistema penitenciário após prestar depoimento ao Ministério Público de Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

João de Deus entra em veículo do sistema penitenciário após prestar depoimento ao Ministério Público de Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

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Ainda de acordo com a manifestação da procuradora-geral, a análise desse pedido de liberdade pelo STF só seria válida se a órdem de prisão fosse ilegal. Dodge defende que seja mantida a prisão preventiva do médium porque a conduta de João de Deus teria apontado risco de fuga e intenção de dificultar a apuração dos fatos.

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A PGR afirmou que essas suspeitas foram levantadas uma vez que as provas indicam que ele movimentou grande quantia em dinheiro, chegando a abrir mão de rendimentos para tirar valores da conta. Dodge também contestou a apresentação espontânea do médium à Polícia Civil, uma vez que ele só se apresentou depois de ter o mandado de prisão decretado.

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Dodge também mencionou na manifestação que manter o investigado preso é importante para impedir que os crimes apurados continuem ocorrendo, evitar intimidação de vítimas e testemunhas, além de prevenir possível fuga.

João de Deus em aparição na Casa de Dom Inácio de Loyola em 12 de dezembro, após a revelação das denúncias de abuso sexual  — Foto: Evaristo SaJoão de Deus em aparição na Casa de Dom Inácio de Loyola em 12 de dezembro, após a revelação das denúncias de abuso sexual  — Foto: Evaristo Sa

João de Deus em aparição na Casa de Dom Inácio de Loyola em 12 de dezembro, após a revelação das denúncias de abuso sexual — Foto: Evaristo Sa

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João de Deus está preso desde o dia 16 de dezembro, quando se entregou à Polícia Civil. Ele está detido no Núcleo de Custódia do Completo Prisional de Aparecida de Goiânia, onde dorme sozinho, mas passa o dia em uma cela com outros quatro presos. O médium teve um 2º mandado de prisão deferido, desta vez por posse ilegal de arma de fogo.

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A Polícia Civil e o Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) iniciaram uma força-tarefa para apurar as denúncias contra o médium após relatos de mulheres virem à tona no programa Conversa com Bial, no início de dezembro. Até a manhã desta quarta-feira, o MP-GO já havia recebido quase 600 denúncias, por e-mail, contra o médium.

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Durante operações em outros endereços de João de Deus, a Polícia Civil encontrou R$ 1,6 milhão escondidos, armas, medicamentos e pedras que parecem ser preciosas. A farmácia da Casa Dom Inácio de Loyola, onde o médium fazia os atendimentos espirituais e teriam ocorrido os abusos, foi interdiatada por produzir medicamentos em escala industrial sem autorização apropriada.

Polícia diz que mala de João de Deus tinha R$ 1,2 milhão em dinheiro vivo — Foto: Reprodução/JNPolícia diz que mala de João de Deus tinha R$ 1,2 milhão em dinheiro vivo — Foto: Reprodução/JN

Polícia diz que mala de João de Deus tinha R$ 1,2 milhão em dinheiro vivo — Foto: Reprodução/JN

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João de Deus foi indiciado em um inquérito por violação sexual mediante fraude referente à denúncia de uma mulher que contou ter sido abusada em outubro de 2018. Os promotores vão juntar esse inquérito que a Polícia Civil concluiu com outros três relatos que receberam para oferecer a primeira denúncia contra o médium. O documento precisa ser entregue ao Poder Judiciário até domingo (30), que é o prazo legal.

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O médim prestou depoimento nesta tarde no MP-GO. Segundo advogado dele, João de Deus declarou não se lembrar das mulheres que o acusaram de abuso e negou ter cometido os crimes. A mulher dele, Ana Keyla Teixeira, também foi ouvida, mas pela Polícia Civil, e disse não saber das armas e dinheiro encontrados na casa deles ou de abusos cometidos pelo marido.

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O jornal “O Globo”, a TV Globo e o G1 têm publicado nos últimos dias relatos de dezenas de mulheres que se sentiram abusadas sexualmente pelo médium. Não se trata de questionar os métodos de cura de João de Deus ou a fé de milhares de pessoas que o procuram.

  • Médium é investigado por estupro, estupro de vulnerável, violação sexual mediante fraude e posse ilegal de arma;
  • MP recebeu mais de 600 emails pelo endereço denuncias@mpgo.mp.br e identificou cerca de 260 vítimas;
  • Mulheres que denunciaram João de Deus ao MP tinham entre 9 e 67 anos ao serem abusadas, conforme relatos;
  • Médium está preso desde o dia 16 de dezembro;
  • Polícia Civil colheu depoimentos de 16 mulheres. Um inquérito foi concluído e há oito em andamento;
  • Em operações em endereços ligados a ele foram achadas armas, pedras preciosas e mais de R$ 1,6 milhão;
  • Justiça também decretou a prisão do médium por posse ilegal de armas de fogo;
  • Há relatos de supostas vítimas de 15 estados brasileiros e outros seis países;
  • MP e polícia também querem apurar denúncia de lavagem de dinheiro;
  • Não há pedido para suspensão do funcionamento da Casa Dom Inácio de Loyola, mas laboratório que fazia medicamentos no local foi interditado;
  • Defesa teve dois habeas corpus negados e foi ao STF;
  • Mesmo que o ministro Dias Toffoli conceda o habeas corpus, João de Deus segue preso por causa do outro mandado de prisão;
  • João de Deus e a esposa prestaram depoimentos

DENÚNCIAS CONTRA JOÃO DE DEUS

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