MP oferece denúncia contra 53 pessoas acusadas de tráfico de drogas e associação criminosa no Leste de MG | Vales de Minas Gerais

De acordo com o promotor Guilherme Heringer de Carvalho Rocha, responsável pelas denúncias, durante as investigações foi possível constatar o envolvimento de outras pessoas que não tiveram a prisão preventiva inicialmente decretada quando foi deflagrada a operação; na época, 35 foram presos.

“A decretação da prisão preventiva necessita da comprovação de diversos requisitos legais e por vezes essas circunstâncias não estão presentes. Além disso, depois de deflagrada a operação, os telefones celulares dos investigados foram submetidos a análise, pela qual também foi possível identificar outros envolvidos e sedimentar a convicção acerca da prática criminosa pelo grupo”, explica Guilherme Heringer.

Segundo o MP, os 53 denunciados foram acusados pelos crimes de tráfico de drogas e associação criminosa, além de outros crimes atribuídos a determinados integrantes do grupo. “Algumas dessas pessoas foram acusadas também por posse ilegal de arma de fogo em razão do encontro de tais materiais em suas residências no dia do cumprimento dos mandados de busca. Além disso, duas pessoas foram acusadas de lavagem de dinheiro, justamente o indivíduo apontado como chefe da organização criminosa e sua esposa”, detalhou o promotor.

Segundo a promotoria, um falso táxi e um salão de beleza eram usados como meio para lavar o dinheiro oriundo do tráfico. “Ele dissimulava a renda auferida com o tráfico se fazendo passar por taxista, embora não exercesse de fato essa atividade. Ademais, constatou-se que essa pessoa financiou a instalação de um salão de beleza para a esposa, circunstância que também foi enquadrada como lavagem de dinheiro. Note-se que o crime de tráfico imputado tem a pena aumentada em razão da constatação do envolvimento de adolescentes, arma de fogo e também porque verificou-se que o grupo era responsável por facilitar a entrada de drogas no presídio local”.

A operação Taxímetro foi deflagrada após um ano de investigações. Segundo o MP, não é possível calcular com precisão quanto dinheiro foi movimentado durante a atividade criminosa da organização.

“Não se tem noção do total auferido pelo grupo, mas na casa do chefe do grupo foram encontradas mais de R$150 mil em notas promissórias, além de comprovantes de depósito e troca de mensagens de celular indicando movimentação de pelo menos mais R$50 mil. Ademais, esse indivíduo foi o responsável por financiar a instalação de um salão de beleza para a esposa, além de ter sido constatado ser ele o dono de ao menos duas casas em Guanhães e um automóvel em seu nome. Não há indicação de que essa pessoa tenha exercido atividades lícitas, isto é, todo esse patrimônio é oriundo do tráfico de drogas. Outros envolvidos também possuem automóveis e motos, cuja apreensão foi requerida”, detalhou o promotor.

Mesmo com 53 denunciados, o promotor Guilherme Heringer acredita que o trabalho contra o tráfico da região ainda terá desdobramentos. Ele informou que o grupo tem braços em outras regiões. “Os cabeças do grupo atuante em Guanhães e região foram presos. A limitação de recursos e necessidade de conclusão das investigações impediram a identificação e prisão dos fornecedores de maior graduação, havendo elementos indicando atuação dessas pessoas em Belo Horizonte, Ipatinga, Montes Claros, cidade na qual foi preso um indivíduo ligado ao grupo, que também estava ligado à fabricação de moeda falsa, e São Paulo. Cremos, portanto, que o lugar deixado pelos indivíduos presos logo será preenchido por outros traficantes.”, disse.

O promotor explicou que atualmente 27 acusados seguem presos preventivamente; 10 já estavam cumprindo pena por outros crimes. Questionado pelo G1 em relação a novos pedidos de prisão, o MP preferiu não se manifestar, “a fim de não comprometer eventuais diligências”.


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